Ivanizi Cardoso, Auxiliar de Escritório, em Geral
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Ivanizi Cardoso

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Ivanizi Cardoso, Auxiliar de Escritório, em Geral
Ivanizi Cardoso
Comentário · há 5 anos
As questões que devem ser feitas não são sobre a formação de cada um ou sobre a sua "incopetência". O questionamento que a qui cabe é sobre a intenção de cada um e quais os trâmites legais foram capazes de burlar para que tal objetivo fosse alcançado.
Seria possível que Dallagnol tivesse competência de conduzir o sistema acusatório honestamente para que se cumprisse a lei respeitando os direitos do então réu e a justiça? Ou ainda que Moro pudesse julgar honestamente sem violar o sistema acusatório ou a defesa? Sim, poderia. Mas não foi o que aconteceu pois não era essa a intenção [fazer-se cumprir a justiça] . A intenção estava às margens das nossas vistas, porém, não poderia ser crível para muitos. A intenção de ambos era eliminar de uma vez por todas o maior ícone da esquerda, Lula, e traçar um novo projeto de poder. Atentem-se meus caros, não basta conhecer as leis se não conhecer a intenção por trás delas bem como o contexto em que foi criada.
Isto vale para os processos em curso cuja repercussão midiática é tamanha que o juízo que se atrever a dar um parecer final diferente do que a mídia sensacionaliza é duramente perseguido.
Fica a pergunta: de onde terá surgido isso tudo? A primeira intenção seria o projeto de poder ou aniquilar Lula? Mais uma vez aqui passemos a analisar o que ocorre desde 2004 no se gundo ano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva logo que descoberto os primeiros casos de corrupção do chamado Mensalão nos quais nenhuma ligação foi feita dos casos ao então presidente. Entretanto a maior rede televisiva do país buscava a associação entre ambos mesmo que de forma esdrúxula. Hoje, o jovem que nasceu na década de 90 e anos 2000 teve toda a sua infância e juventude para ser trabalhado pisicologicamente pela mídia e adquiriu a crença de que Lula é culpado, não se sabe de quê, mas é! Daqui tira-se o contexto necessário para explicar as intenções de Deltan e Moro. Alcançar por merito e competência algo que nenhum outro conseguiu [incriminar Lula] (ele é culpado, pois apesar de "AINDA não haver provas tenho convicções" - disse Deltan), ganhando destaque, e finalmente ascender, ganhar notoriedade.
Para tudo isso que se construiu aqui, pasmem, não é novidade. Em toda a América latina e outros países a fora já se estuda a perseguição midiática, política que usa o jurídico para legitimar atos que ferem as democracias. Uma maneira de se utilizar o jurídico é mudar as interpretações da lei de maneira inversa para que se alcance um objetivo ferindo inclusive a jurisprudência. A isto deu-se o nome de Lawfare. Pesquise , Gustavo. Você vai gostar.
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